<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18517262</id><updated>2011-08-28T01:23:22.380-03:00</updated><title type='text'>Pacotinho de gibis</title><subtitle type='html'>Toda semana, reviews dos gibis que o Ricbit leu. Você está avisado de antemão que os reviews podem conter spoilers, mas eu não pego pesado neles. As notas são as seguintes:
&lt;br&gt;&lt;br&gt;
[DUCA] Esse é muito bom, compre a versão nacional quando sair
&lt;br&gt;
[BOM] Esse é melhor que a média, o que é difícil, considerando a média
&lt;br&gt;
[OK] Esse é minimamente legível, mas não compre, pegue emprestado
&lt;br&gt;
[RUIM] Me arrependi de ter perdido tempo com isso</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo Bittencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17393980440854756685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18517262.post-115094677878671413</id><published>2006-06-21T22:50:00.000-03:00</published><updated>2006-09-05T22:44:55.730-03:00</updated><title type='text'>Pacotinho #8</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Action Philosophers #5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/derrida.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/320/derrida.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;[OK] Quando eu vi o Derrida como The Deconstructonator, juro que achei que esse gibi era paródia de super-heróis usando filósofos famosos. Mas não, é um gibi sério de ensino de filosofia, mais ou menos no estilo do Mundo de Sofia. A idéia seria boa, se não fosse mal-executada. Ele ficaria muito melhor sem os gracejos que o autor coloca na história. A idéia de usar gibis como ferramenta de ensino é antiga, eu mesmo aprendi as geometrias não-euclideanas lendo os gibis do &lt;a href="http://www.esec-emidio-navarro-alm.rcts.pt/BoasLeituras/EnterTitlegeometria.htm"&gt;Anselmo Curioso&lt;/a&gt;, pena que esse aqui deu errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bound by Law #1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[BOM] Por outro lado, eis aqui um exemplo de gibi sério que acerta exatamente no ponto. Ele foi produzido por uma faculdade americana de direito, e usa os quadrinhos pra ensinar as nuances do sistema de copyrights  e fair use vigentes nos USA. Nesse caso os desenhos ajudam a fixar a idéia do texto, ao invés de distrair do tema, como fazia o gibi anterior. O gibi em si tem foco em como o sistema de copyrights atrapalha na produção de documentários, são de dar medo as situações descritas na história. Esse gibi inteiro pode &lt;a href="http://www.law.duke.edu/cspd/comics/digital.html"&gt;ser lido na web&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Marvel Romance Redux #1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[RUIM] Outra idéia desperdiçada. Hoje em dia é praticamente natural associar quadrinhos com super-heróis, mas na verdade esse fenômeno é bem recente. Até os anos 70, os quadrinhos americanos tinha uma gama muito maior de assuntos, incluindo crônicas de guerra, gibis de terror e até mesmo romances. Os romances eram feitos por todas as editoras, incluindo a Marvel e a DC, e os produtores eram exatamente os mesmos dos outros gêneros. Se você procurar no ebay, vai até encontrar gibis de romance feitos pelo Stan Lee e pelo Jack Kirby!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, a idéia do Marvel Romance Redux era fazer uma paródia da época. Eles foram no arquivo, pegaram vários gibis da época, e deram pros escritores atuais reescreverem os balões. Só mudaram o texto, a arte permaneceu exatamente a mesma. Embora isso tivesse potencial, na prática as histórias redubladas ficaram muito, muito ruins. O humor é muito rasteiro, confesso que vi paródias mais elaboradas lendo MAD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/liefeld.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/320/liefeld.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Superman and Batman #26&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[RUIM] Sam Loeb, filho do roteirista Jeph Loeb, morreu esse ano de câncer. Em sua homenagem, o pai resolveu procurar um rascunho de gibi que o filho tinha escrito, deu uma limpada no texto, e pediu pros amigos desenharem. O resultado é Superman/Batman #26, cujas vendas vão para a caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acharia isso muito louvável, se não fosse o fato que o gibi é ruim de doer. Começa que o Jeph Loeb não é dos melhores. De fato, ele é um dos roteiristas que entrou no lugar do J.J.Adams no Lost, quando o último largou a série pra fazer Missão Impossível 3, e todos sabemos o que aconteceu com a qualidade do Lost quando o Loeb entrou na roda. Mas o pior não é o roteiro em si, é que, entre os desenhistas convidados, tem uma página do Rob Liefeld. É incrível, quinze anos de quadrinhos e ele ainda não aprendeu a desenhar bocas, é sempre o mesmo copy+paste desde a década de 90. Avoid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Punisher - The Tyger&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[DUCA] Curioso como tem escritores que acertam em cheio um personagem. O Peter David acertou o Hulk, o Claremont acertou os X-Men, e o Justiceiro, só o Garth Ennis entendeu. Em geral, o gibi do Justiceiro é somente humor negro (realizado com maestria), mas de vez em quando o Ennis resolve explorar o lado dramático do personagem, com muita competência. The Tyger é a história da infância do Frank Castle, de quando ele tinha pouco mais de dez anos de idade, lia poesia e frequentava o catecismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse um escritor menor, essa seria uma história de infância traumática, pais abusivos, mostrando porque o Castle ficou o louco que é quando adulto, ou seja, todos os clichês. Mas o Justiceiro do Ennis não é louco, pelo contrário: ele sabe muito bem o que faz, todas as suas escolhas são racionais. The Tyger é a história da formação da personalidade dele, mostra seus ídolos, seus ideais, como ele decidiu que justiça às vezes quer dizer vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem mais. Normalmente ao ver um gibi você nota que o roteiro é bom, ou que o desenhista é bom. Nesse aqui, o que salta aos olhos é outra coisa: o trabalho excelente do colorista! Ao invés de simplesmente pintar os quadros com cores flat ou com gradientes, ele resolveu usar uma textura evocativa de quadros antigos para dar a ambientação correta. O resultado ficou excelente e vale a pena ser conferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/the_tyger_p40.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/320/the_tyger_p40.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18517262-115094677878671413?l=pacotinhodegibis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/feeds/115094677878671413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18517262&amp;postID=115094677878671413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/115094677878671413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/115094677878671413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/2006/06/pacotinho-8.html' title='Pacotinho #8'/><author><name>Ricardo Bittencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17393980440854756685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18517262.post-114175880401659343</id><published>2006-03-07T15:03:00.000-03:00</published><updated>2006-06-02T21:46:28.726-03:00</updated><title type='text'>Pacotinho #7</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/supes1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/320/supes1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Infinite Crisis #5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[DUCA] Parte da graça de Infinite Crisis é a quantidade de detalhes. É divertido ver um remake da capa de Action Comics #1, ou ainda o Superboy Prime vestindo o uniforme do Antimonitor. Mas o melhor mesmo são as boas sacadas do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes problemas dos quadrinhos americanos é que as séries não tem fim. Sem o final, o leitor acaba esperando novas histórias de seus personagens prediletos, e enquanto estiver vendendo bem, as histórias vão saindo. Só que os leitores envelhecem, e começam a exigir tramas mais elaboradas, mais maturidade. Pra manter as vendas, os heróis precisam se adaptar. Como conseqüência, o público infantil acaba sendo deixado de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa solução da DC no passado era justamente as terras paralelas. Um leitor casado, com filhos, podia se identificar com o Batman casado da Terra 2, e sua filha Huntress. Enquanto isso, na Terra 1, o leitor mais jovem curtia o Batman original. Mas, com a crise, essa solução teve que ser abandonada. No universo pós-crise, a solução era aposentar os heróis antigos (ou transformá-los em vilões, como o Hal Jordan), e trocá-los por heróis mais inexperientes, como o Kyle Rayner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Infinite Crisis #5, o autor mostra que entendeu muito bem essa idéia. Em certo ponto, o vilão cita que o Kyle Rayner deveria ter nascido na Terra-8, ele só está no mesmo universo do Hal Jordan porque os universos se uniram na Crise original. É claro! Se a DC não tivesse feito a Crise, provavelmente os leitores contemporâneos estariam acompanhando gibis de uma nova Terra. Um grande insight que me deixou com um sorriso, esse é um autor que sabe sobre o que escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Friendly Neighborhood Spider-Man #5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[BOM] Uma história simpática do Peter David, onde uma blogueira paranóide acha que está sendo stalked pelo Homem-Aranha, e entra na justiça com um mandado de restrição. O fato notável nem é a história em si, é o aviso que eu coloco em itálico: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Veja, Bendis, é possível escrever uma história completa em uma única edição!&lt;/span&gt; Nessa época de "descompressão", uma história auto-contida é notável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Y The Last Man #40&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[DUCA] Eu sempre me impressiono com autores que sabem criar universos internamente consistentes, e mais ainda quando os personagens agem de acordo com esse universo. No mundo de Y: The Last Man não há homens. Todos morreram, exceto o protagonista, que vive escondido. Ou seja, o resto do mundo não sabe disso, só nós, os leitores, sabemos que o Yorrick está vivo. Então, quando surge uma mulher grávida, nós, os leitores, sabemos que só pode ter sido o Yorrick. Os personagens da história, que não tem as nossas informações, pensam do jeito deles, e concluem que houve na verdade uma concepção imaculada, e a garota está grávida do próximo Messias. Genial, um twist que só funciona porque o autor entende bem o mundo que criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;All Star Superman #2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[DUCA] A maioria dos escritores, principalmente no período pós-Crise, tendem a escrever o Super-Homem como sendo um fortão que voa. O Grant Morrison, nessa edição, deixa claro que o Super-Homem dele tem ênfase no "Super". Trata-se de um ser quase divino, para quem feitos inimagináveis são simples. É exatamente na casualidade dos comentários dele que você nota isso, como, por exemplo, "demorei um pouco pra decorar sua seqüência de DNA... tive dificuldade com os seis bilhões de letras". Adoro quando o Morrison fica inspirado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Outsiders #34&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[OK] O primeiro da nova cronologia "One Year Later". A história usa como pano de fundo uma nação africana, onde crianças estão sendo recrutadas desde a infância para atuar no terrorismo e no tráfico de drogas. Isso não era exatamente a origem do Mr. Eko em Lost? É até difícil dizer quem plagiou quem, já que tanto o episódio quanto o gibi começam a ser produzidos pelo menos três meses antes de virem a público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/hulk.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/320/hulk.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ultimate Wolverine vs Hulk #1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[OK] Falando em Lost, esse aqui foi escrito pelo Damon Lindelof, que está para Lost assim como o J.M.Straczynski está para Babylon 5. É claro que está escrito da mesma maneira que a série. Logo nas primeiras páginas o Hulk rasga o Wolverine no meio, e o resto da história é contado através de flashbacks. A história em si não tem nada de especial até agora, vamos ver se melhora no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Batman Annual #25&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[RUIM] Ick. É até difícil de comentar. Consta que nas revistas regulares do Batman trouxeram o Jason Todd de volta à vida, e na forma de vilão. Tá na moda, lá na Marvel o Bucky também ressuscitou e virou vilão. Esse gibi aqui era pra ser a explicação. Pois bem, a trama é que durante os prelúdios da Infinite Crisis o Superboy Prime deu porradas na realidade(?), causando uma onda de anomalias que voltaram no tempo(?) e fizeram o Robin ressuscitar seis meses depois de ter morrido, com danos cerebrais. Até aí, isso é um gibi de super-herói, essas coisas acontecem. Verdade que acontecem mais quando o escritor é incompetente, mas adiante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o guri foi resgatado pela Talia e pelo Ra's Al Ghul, que mantiveram isso em segredo por vários anos na cronologia. Mas, se eles tinham o Robin ressuscitado, porque nunca usaram isso pra fazer chantagem com o Batman? Histórias retroativas são sempre um perigo, é muito difícil escrever sem contradizer o que veio antes. Eu mesmo consigo pensar em um monte de soluções melhores, se eles realmente queriam trazer o Robin de volta. Foi a continuidade retroativa que matou essa história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18517262-114175880401659343?l=pacotinhodegibis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/feeds/114175880401659343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18517262&amp;postID=114175880401659343' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/114175880401659343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/114175880401659343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/2006/03/pacotinho-7.html' title='Pacotinho #7'/><author><name>Ricardo Bittencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17393980440854756685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18517262.post-113210690446672044</id><published>2005-11-15T21:27:00.000-02:00</published><updated>2005-12-30T14:39:07.966-02:00</updated><title type='text'>Pacotinho #6</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;House of M #8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[RUIM] Eu sou velho o suficiente pra me lembrar da publicação original da Crise nas Infinitas Terras, em 1985. Enquanto a DC sacudia o multiverso, a Marvel publicava uma minissérie extremamente medíocre chamada Guerras Secretas. O contraste era muito grande: enquanto uma tinha arte espetacular do George Perez, a outra tinha arte somente aceitável do Mike Zeck. Em 2005, a Crise nas Infinitas Terras faz 20 anos, e, pra comemorar, a DC lançou Infinite Crisis. Aparentemente, a Marvel decidiu que o melhor jeito de comemorar 20 anos da Crise era produzir, ao mesmo tempo, uma série tão medíocre quanto Secret Wars foi: House of M.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que Secret Wars não é lembrada por sua história, mas tão somente por seus efeitos colaterais (como a introdução do uniforme negro do Homem-Aranha), House of M corre pelo mesmo caminho. A história é totalmente irrelevante, o único evento real da série é a conclusão, onde Mudanças Ocorrem. Mas a natureza das mudanças requer mais reflexão pra serem entendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem real de House of M está no filme dos X-Men. O filme fez um grande sucesso, e a Marvel esperava que as pessoas que gostaram do filme comprassem os gibis. Mas isso não aconteceu, é claro, o filme estava muito acima da média das histórias dos X-Men na época. Pra melhorar as histórias, resolveram chamar um escritor competente, e escolheram logo o melhor: Grant Morrison.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Morrison estava diante do mesmo dilema que o Schoenberg, no início do século XX. Na época, o Schoenberg percebeu que os sete tons por oitava da música ocidental já tinham se esgotado. Embora fosse possível criar músicas novas, não era realmente possível inovar. As possibilidades de estruturas musicais novas haviam se esgotado. A única saída para ser realmente criativo era abandonar a estrutura clássica, e pra isso ele criou o dodecafonismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o Morrison ocorreu o mesmo. Os X-Men tinham como conceito básico o fato de serem uma minoria repudiada pela sociedade. Mas esse tema foi martelado por quarenta anos, era muito difícil fazer uma história realmente nova com eles. Então o Morrison inovou: ele postulou que uma onda de mutações secundárias assolou o planeta, elevando em muito o número de mutantes, e garantindo que em quarenta anos, os mutantes já seriam mais numerosos que os humanos. Os mutantes ainda eram uma minoria, mas agora eles sabem que não seriam uma minoria por muito tempo. Os humanos, acuados, partem até mesmo para o transformismo, tornando-se mutantes artificialmente; e nesse época, finalmente ser mutante é "in".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse novo status quo não é qualquer um que consegue usar. Quando o Morrison saiu,  os demais escritores ficaram perdidos. E nesse contexto fica muito claro qual foi a função de House of M. No último número, a Feiticeira Escarlate altera a realidade e diminui o número total de mutantes do planeta, de alguns milhões, pra poucas centenas. Efetivamente, House of M desfaz tudo que o Morrison fez. Assim como há gente que não gosta de dodecafonismo, há gente também que aprovou o retorno dos mutantes para a condição de minoria. Mas com isso, voltam todos os limites criativos que o status quo antigo trazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Infinite Crisis #2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/kal-l.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/400/kal-l.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;[DUCA] Enquanto isso, do outro lado da rua, a DC também lida com um problema de status quo, mas um status quo que surgiu acidentalmente. A primeira Crise tinha um próposito muito nobre: tornar a continuidade mais simples, eliminando as terras paralelas, ao mesmo tempo que preservava como canônicas as melhores histórias de cada uma. Então a terra unificada tinha ao mesmo tempo a JSA e a JLA, o Jay Garrick e o Barry Allen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o imprevisto veio no ano seguinte à sua publicação. Em 1986, duas obras mudaram o cenário dos quadrinhos. Nesse ano, foram publicadas Watchmen do Alan Moore, e o Cavaleiro das Trevas do Frank Miller. As duas eram histórias espetaculares que renovaram o conceito de histórias de super-heróis, mostrando personagens mais sombrios e violentos. As duas foram muito influentes sobre as gerações seguintes de escritores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que foram influentes &lt;span style="font-style:italic;"&gt;demais&lt;/span&gt;. Como as duas possuíam personagens sombrios e violentos, os escritores novatos achavam que isso é o que definia uma boa história de super-heróis. Não é. O apelo das histórias não era a atitude de seus personagens, mas a qualidade do argumento do Miller e do Moore. Baseado nessa falsa premissa, proliferaram os anti-heróis, atingindo seu ápice na fundação da Image na década de 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O efeito colateral disso é que as histórias da DC, após a Crise, eram em sua maioria crias dos escritores medíocres e fãs de anti-heróis. Com isso, a Terra pós-Crise ficou muito mais sombria e decadente que suas predecessoras. Essa era um Terra onde o Superman pode morrer, o Batman pode ficar paralítico, o Lanterna Verde pode ficar maluco e assassino. Se um personagem pré-Crise visse essas coisas, ficaria envergonhado, e até mesmo revoltado. E essa é premissa básica de Infinite Crisis. No primeiro número, Kal-L, que havia sacrificado sua existência pra salvar a terra unificada, verifica que ela se tornou um pesadelo. Nesse segundo número, ele verifica que o problema é que a Terra pós-Crise foi baseada demais na Terra-1, cujos personagens se corromperam. Então, sua solução é reverter a Crise, de modo que a Terra pós-Crise não seja mais a Terra-1, mas sim a Terra-2, cujos heróis ainda não foram maculados pela onda dos anti-heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição em si consegue ter exatamente o mesmo clima da Crise original, ao mesmo tempo épico e intimista. De fato, a primeira página começa com uma cena caseira, onde o Homem-Animal pergunta pra esposa por que ela jogou fora seu traje espacial. "Estava vazando óleo de foguete", numa cena que evoca de maneira perfeita o Homem-Animal do Grant Morrison, o gibi que melhor usou os temas da primeira Crise. E, na cena seguinte, Donna Troy convoca os heróis no espaço, da mesma maneira que o Monitor havia feito no original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desenhos do Jimenez continuam espetaculares, com um nível de detalhe ainda maior que o do Perez. E, numa seqüência de flashback, o próprio Perez volta pra desenhar um punhado de páginas. Além disso, o Perez também fez uma das capas, onde várias cenas da história do multiverso são lembradas, incluindo três foguetes fugindo de Krypton: o foguete do Superman da Terra-1, da Terra-2, e da Terra pós-Crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o único problema de Infinite Crisis seja seu nível de referências. A série evoca acontecimentos de toda a cronologia da DC, o que significa que para apreciá-la completamente você precisa conhecer os 70 anos de gibis que a DC publicou. Pra quem tem esse conhecimento, entretando, a série é um deleite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18517262-113210690446672044?l=pacotinhodegibis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/feeds/113210690446672044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18517262&amp;postID=113210690446672044' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/113210690446672044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/113210690446672044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/2005/11/pacotinho-6.html' title='Pacotinho #6'/><author><name>Ricardo Bittencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17393980440854756685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18517262.post-113124785528526047</id><published>2005-11-06T01:13:00.000-02:00</published><updated>2007-04-16T07:22:10.113-03:00</updated><title type='text'>Pacotinho #5</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/uxm205.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/400/uxm205.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uncanny X-Men #205 (1986)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[DUCA] Parte 1 da série "mas por que nós gostávamos de X-Men mesmo?". Nessa história, Yuriko Oyama vende sua alma à Espiral, e torna-se um ciborgue assassino. Após juntar-se com os Carniceiros, ela encontra Wolverine, e dá-lhe uma surra fenomenal, tão grande que Wolverine perde a memória, e fica completamente tomado por seu lado animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tinha tudo pra ser uma história genérica do Wolverine, como aquelas que saem todo mês em um dos 256 gibis mensais do Wolverine. Mas esse gibi foi escrito pelo Claremont em seu auge, e ele sabia como contar histórias. A trama toda não é contada literalmente do ponto de vista do Wolverine. Ao invés disso, a história é contada do ponto de vista da Katie Power (a Chispinha do Quarteto Futuro), que provavelmente é a heroína mais jovem do universo Marvel, com apenas 5 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma técnica excelente para lidar com heróis super poderosos, colocar a trama do ponto de vista de quem a presencia. O Kazuo Koike faz isso com perfeição no Lobo Solitário, e é uma técnica que os escritores do Superman ou do Lanterna Verde deveriam aprender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição completa com os excelentes desenhos do Barry Windsor-Smith, nessa época recém-saído das histórias do Conan. Quem dera os X-Men atuais tivessem essa qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/sentinel.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/320/sentinel.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sentinel #1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[BOM] Sentinel foi o primeiro gibi do Sean McKeever que eu li. Era muito bom, mas não é um estilo que agrada o mainstream, então foi cancelado logo após 12 números. Mas, por algum motivo, fizeram uma versão encadernada da série, e o volumão vendeu como água nas livrarias, então a série retorna para uma segunda chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender Sentinel, é preciso ver como anda o mercado de quadrinhos americanos. Resumidamente, DC e Marvel vendem pouco, e mangá vende como água. Então, a estratégia da Marvel é: vamos fazer mangás! Mas como fazer mangás? A análise rápida da Marvel indicou que, pra ser mangá, precisa de traço estilizado e robô gigante. O traço resolve-se com um desenhista acostumado com o estilo. E robô gigante, bem, olhando na lista de personagens da Marvel, tem os Sentinelas dos X-Men. Então faça-se um gibi com os Sentinelas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrivelmente, o resultado ficou bom. A história é, essencialmente, o filme Iron Giant em versão gibi. Um gurizinho acha um Sentinela quebrado, e o conserta, tomando o Sentinela como robô de estimação. Mas o Sentinela ainda tem sua programação de matador de mutantes ativa, então às vezes ele mostra uma tendência homicida. E arte do gibi é tão mangá, que até meninas com gorros estilo Ragnarok aparecem. Uma bola dentro da Marvel, espero que dessa vez o gibi venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Supergirl #2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[RUIM] Cada gênero literário tem suas próprias regras e convenções. Se você for ao cinema assistir uma comédia romântica, já sabe que a menina vai encontrar um cara perfeito, mas, a três quartos da duração do filme, eles vão brigar por algum motivo, e só ficam juntos de fato no final. É uma regra do estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os super-heróis também têm regras assim. Quando dois deles se encontram pela primeira vez, eles saem na porrada, e só depois fazem as pazes. Em gibis bons, há um bom motivo para a briga no início. Em gibis ruins, como esse, a briga é sem sentido, causa ou motivação. Não tem nem sequer história, é uma edição inteira de porrada sem sentido. Passe longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;JSA Classified #4&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[BOM] Onde eles confirmam a teoria que levantei no pacotinho #2, de que a origem real da Power Girl é que ela é uma sobrevivente da Terra 2. Talvez a nota desse gibi tenha algum bias da minha parte, eu adoro a Terra 2, e tenho a versão original do Flash of Two Worlds. Deu vontade de ver como isso vai afetar a Infinite Crisis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Captain America #11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[OK] Onde eles confirmam que a figura misteriosa das edições passadas é mesmo o Bucky ressuscitado. Nada mais é sagrado na Marvel, só falta o Tio Ben voltar da cova. Se fosse eu o escritor, faria com que o documento lido pelo Capitão América, e que confirma a identidade do Bucky, seja falso, de modo que esse história toda tenha sido só pra despistar o leitor. Funcionou bem naquela história do Mark Waid onde o Barry Allen ressuscitava, mas na verdade era só o Flash Reverso, com uma demência tal que ele acreditava ser o Barry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/shaolin.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/320/shaolin.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Shaolin Cowboy #4&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[DUCA] Há os gibis inteligentes, como Y The Last Man, há os gibis relevantes, como Maus, e há os gibis bizarros. Shaolin Cowboy é um dos bizarros. A maneira mais fácil de descrever é como sendo uma espécie de Kill Bill em quadrinhos. Não tem muita lógica, a idéia é só fazer cenas de lutas legais e bem desenhadas. E isso Shaolin Cowboy faz bem: o desenhista, Geofrey Darrow, é um clone do Möebius, tão bom que o próprio Möebius fez uma ilustração no número #3 da série. Vale lembrar que o Darrow tinha deixado os quadrinhos durante uma época pra fazer o storyboard da trilogia Matrix, e os próprios Wachowskis retribuem escrevendo alguns diálogos aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse número, Shaolin Cowboy, que, como o nome indica, é um cowboy com conhecimentos de artes marciais, enfrenta um zumbi voador no meio do deserto, numa seqüência deliciosamente surreal. Só foi uma pena a escolha da montaria do herói. Como ele é um sujeito caladão, nada mais natural que ele tivesse uma montaria falante, e pior, tagarela. Só que escolheram um burro como montaria pra ele, e o arquétipo de burro tagarela já foi usado no Shrek, então ficou parecendo plágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;New Avengers #12&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[RUIM] Continua ruim de doer. Se Shaolin Cowboy era seqüência de luta divertida, esse é uma seqüência de luta extremamente tediosa. Não há pontos positivos em New Avengers. O Bendis escreve muito bem o Ultimate Spider Man, mas aqui é uma decepção incrível, nem parece o mesmo escritor. Aliás, a qualidade é tão díspar, que dá a impressão de não ser o Bendis, mas sim um ghost writer (o que também explicaria como o Bendis consegue escrever 6+ gibis por mês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Young Avengers #8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[BOM] Young Avengers, por outro lado, é bem legal. Lembra os Titãs daquela época inicial do Perez e do Wolfman. Aqui os personagens tem de fato motivações e dilemas. O Capitãozinho América, por exemplo, na verdade não tem poderes nem soro de supersoldado na veia. Nessa edição, é revelado que ele queria muito ser super-herói, então se droga pra tentar ficar mais ágil do que é de fato. Já o Thorzinho e o Hulkzinho morriam de medo que suas mães descobrissem que eles agem como super-heróis, então ficam muito receosos quando ela fala que descobriu o segredo deles. Aí o diálogo é algo assim: "Filho, eu sei seu segredo. Você é gay. Mas tudo bem, eu entendo, pior seria se você fosse super-herói."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Amazing Spider-Man #525&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[BOM] O último do Peter David por dois meses. Na primeira parte, ele falou do problema do Peter em ser super-herói. Na segunda, o problema da Mary Jane em ser esposa de super-herói. Aqui, ele completa com a Tia May, e como é ruim ser tia de super-herói. Em um certo ponto, a Tia May deveria fazer cara de espanto, mas o desenho está ruim e não condiz com os balões. O desenhista é o Deodato, e ele não costuma fazer isso, então eu acho que a culpa foi do inker (Joe Pimentel, imagino que também seja um brasileiro renomeado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Academy X - Yearbook Special&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[OK] Tem séries que são apenas [OK] mas eu gosto de ler, duas delas são o Exiles e o New Mutants/Academy X. Nessa última, as vendas estavam meio ruins, então chutaram a equipe criativa. Para os próximos artistas não terem que pegar o bonde andando, deram pra eles essa edição especial, onde as histórias correntes poderiam ser terminadas. Mas terminar todas as tramas numa única edição fatalmente deixa o ritmo corrido demais. Se o título não tivesse sido forçado a fazer parte do crossover House of M, os autores poderiam ter fechado a trama com calma e no ritmo certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18517262-113124785528526047?l=pacotinhodegibis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/feeds/113124785528526047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18517262&amp;postID=113124785528526047' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/113124785528526047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/113124785528526047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/2005/11/pacotinho-5.html' title='Pacotinho #5'/><author><name>Ricardo Bittencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17393980440854756685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18517262.post-113082303172317252</id><published>2005-11-01T03:23:00.000-02:00</published><updated>2005-12-30T14:48:37.650-02:00</updated><title type='text'>Pacotinho #4</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/2001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/320/2001.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2001 - A Space Odyssey (1976)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[DUCA] Existem certos projetos que são parcerias perfeitas. Para a adaptação de 2001 em quadrinhos, só tem realmente uma pessoa que seria ideal, e eu fico muito feliz que o projeto tenha sido tocado enquanto ele ainda era vivo. Essa adaptação de 2001 foi feita por ninguém menos que o rei, Jack Kirby!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kirby foi o criador de inúmeros personagens que tem o cosmos como pano de fundo (como o Surfista Prateado e os Novos Deuses), então nada mais natural que ele ficasse muito à vontade com 2001. Os visuais da adaptação são incríveis, especialmente a seqüência lisérgica no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os diálogos foram comicamente reescritos à maneira Marvel. Enquanto no filme do Kubrick, Hal fala "Dave, I'm afraid, my mind is going", na versão Marvelizada a mesma fala fica: "You're destroying my mind, Dave. I WILL BECOME CHILDISH! I WILL BECOME NOTHING!!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o Kirby gostou tanto desse projeto, que solicitou à Marvel permissão pra escrever um série mensal sobre 2001. Assim que eu conseguir achar essa série, comento num pacotinho futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vimanarama #1, #2, #3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[DUCA] Eu não sei qual cogumelo o Grant Morrison usa pra fazer chá, mas é forte, muito forte. Vimanarama pode descrito brevemente como "A Guerra dos Mundos, mas se os tripods viessem do Paquistão ao invés de vir de Marte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem protagonista é filho de comerciantes paquistaneses que moram em Londres (quem já foi lá, sabe que a cada esquina tem um mercadinho de indianos e correlatos). Mas, ao cair num buraco no porão do mercadinho, ele acha um templo onde residem poderes ancestrais, e acaba acordando criaturas que começam a destruir toda a cidade. Como azar pouco é bobagem, amanhã é o dia do seu casamento arranjado, à moda paquistanesa, e ele nem sabe se a noiva é baranga ou não. Muito, muito divertido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/top10.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/400/top10.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Top Ten - Beyond the Farthest Precint #2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[BOM] Não é mais o Alan Moore, mas continua divertido. Só fico meio frustrado porque, na série original, a ênfase era em personagens originais, e nessa versão, há muito pastiche. Você claramente vê Ka-Zar e sua família, incluindo até o Zabu, os Homens-Metálicos, o Pistoleiro e assim por diante. Na série original havia muito disso, mas sempre no background, nessa série os personagens chupinhados tem até diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marvel Knights Spider Man #19&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[BOM] O Peter David continua com a análise do Peter Parker, dessa vez mostrando que as motivações dele são parcialmente suicidas. A ênfase da edição é na Mary Jane e como é ruim ser esposa de super-herói. Nada de realmente novo, mas é um contraste incrível com as porcarias que estavam sendo publicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gravity #5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[BOM] Fechando a mini com a mesma qualidade do restante da série. O escritor, Sean McKeever, é muito bom, todos os gibis que eu li dele foram excelentes. Mas aparentemente não é um estilo popular, porque todas as séries dele foram canceladas. Hoje em dia a Marvel nem faz mais séries regulares com o cidadão, só publica coisas em formato de mini-séries. Uma pena realmente, em pacotinhos futuros vou colocar as séries antigas dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Green Lantern Corps Recharge #2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[OK] Acabar com toda a mitologia dos Lanternas Verdes tinha sido um tiro no pé da DC, não à toa eles tiveram que desfazer tudo e rebootar os Lanternas. Mas as séries que vieram depois do reboot são apenas competentes. É legal ver o Guy Gardner com poderes e personalidade originais, mas a série não tem muito a acrescentar além do saudosismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;JLA Classified #13&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[RUIM] JLA, Warren Ellis, nada de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ultimate Spider-Man #84&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[?] Ainda não li, estou esperando o fim do arco de histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;X-Men and Power Pack #1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[OK] X-Men e Power Pack (Quarteto Futuro) não é uma junção tão inusitada assim, eu me lembro de várias histórias boas com os dois, em especial uma desenhada pelo Windsor-Smith onde o Wolverine e a menininha lutavam contra a Lady Letal, numa história mais sombria que o usual para os padrões dos X-Men. Mas essa aqui, aparentemente,  é uma historinha cujo público-alvo é a idade dos meninos do Power Pack mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Y - The Last Man #38&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[BOM] A série continua consistentemente boa, aqui eles resolvem matar o rumor da edição anterior de uma maneira bastante literal. Considerando que a série praticamente não usa artifícios do tipo deus ex machina, fiquei muito curioso com o cliffhanger e quero ler a edição seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/1600/super.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/195/400/super.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Justice #2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[DUCA] Não dá pra falar mal dos desenhos do Alex Ross, o cara é muito bom. Mas o que ele tem de bom, tem de fanboy também. Depois que o diretor do filme do Superman decidiu usar um emblema pequeno no uniforme do Superman, ele fez questão, só de pirraça, de colocar um emblema gigante no Super, pegando praticamente o peito inteiro. O foco da edição é o Batman, e aqui ele dá uma origem convicente para o Charada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18517262-113082303172317252?l=pacotinhodegibis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/feeds/113082303172317252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18517262&amp;postID=113082303172317252' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/113082303172317252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/113082303172317252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/2005/11/pacotinho-4.html' title='Pacotinho #4'/><author><name>Ricardo Bittencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17393980440854756685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18517262.post-5580640776579557000</id><published>2005-10-16T10:50:00.004-02:00</published><updated>2011-08-14T11:33:22.204-03:00</updated><title type='text'>Pacotinho #3</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;Superman Annual #11 (1985)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[DUCA] Peça pra qualquer conhecedor de quadrinhos pra nomear as cinco&amp;nbsp;melhores histórias do Superman, fatalmente essa vai estar entre elas.&amp;nbsp;"For the man who has everything" foi escrito pelo Alan Moore e&amp;nbsp;desenhado pelo Dave Gibbons, a mesma dupla de Watchmen. E isso fica&amp;nbsp;bem claro na história, aqui os dois ainda estavam começando a brincar&amp;nbsp;com quadrinhos americanos, e tem muita experimentação em caminho. A&amp;nbsp;transição da página 5 para a 6 é puro Watchman, com um diálogo que&amp;nbsp;começa numa cena e termina na cena seguinte. Na trama, é aniversário&amp;nbsp;do Superman, e seus melhores amigos, Batman e Mulher-Maravilha, vão o&amp;nbsp;visitar em sua Fortaleza da Solidão. Mas Mongul consegue se infiltrar&amp;nbsp;na festinha, e tem um plano perfeito: ele gruda no Superman uma planta&amp;nbsp;que deixa o hospedeiro paralisado e preso num mundo onírico, onde seus&amp;nbsp;maiores sonhos se realizam. Se o hospedeiro não consegue se soltar,&amp;nbsp;fica preso pra sempre, Mongul ganha. Se o hospedeiro se soltar, ele&amp;nbsp;vai estar dando adeus para seus maiores sonhos, um trauma terrível, e&amp;nbsp;Mongul também ganha. Para derrotar o vilão, os três heróis precisam&amp;nbsp;juntar suas forças e agir em equipe, numa história que ecoa os temas&amp;nbsp;que definem a Silver Age of Comics.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Infinite Crisis #1&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[DUCA - review longo]&lt;br /&gt;Fast forward pra 2005, quando sai o primeiro número de Infinite&amp;nbsp;Crisis. Antes de começar, preciso confessar que sou fã da Crise nas&amp;nbsp;Infinitas Terras original. Foi uma história com muita interferência&amp;nbsp;editorial, cheia de contradições, mas foi um épico que marcou seu&amp;nbsp;lugar na história dos quadrinhos. Em parte, porque ela foi contra uma&amp;nbsp;das convenções do gênero: que as histórias de super-heróis não podem&amp;nbsp;ter fim. Não foi assim com a Crise. Sabendo que o universo DC ia&amp;nbsp;rebootar no mês seguinte, os escritores puderam se dar ao luxo de&amp;nbsp;fazer uma história final, que encerrasse as vidas daqueles heróis da&amp;nbsp;Silver Age, muitos deles morrendo, outros se aposentando, e tudo isso&amp;nbsp;no meio de uma batalha não pelo planeta, nem pelo universo, mas pelo&amp;nbsp;multiverso inteiro. Crise teve um escopo enorme, e, exatamente por&amp;nbsp;isso, ninguém conseguiu fazer uma seqüência decente pra ela. Coisas&amp;nbsp;como Zero Hour foram apenas medíocres, e eu não esperava muito de&amp;nbsp;Infinite Crisis também, até mesmo porque os prelúdios da série (como&amp;nbsp;Identity Crisis e Countdown) estavam apenas reforçando o que havia de&amp;nbsp;pior na DC pós-crise: heróis violentos, sem compaixão, sem o espírito&amp;nbsp;nobre que havia pré-Crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta relembrar um dos prelúdios, The OMAC Project. Na história, Max&amp;nbsp;Lord controla mentalmente o Superman e faz ele dar uma surra no&amp;nbsp;Batman, não apenas uma sova, mas um belo de um cacete. Logo em seguida,&amp;nbsp;ele ordena que Superman faça o mesmo com a Mulher Maravilha, mas ela&amp;nbsp;corta o mal pela raiz, matando o Max Lord, a sangue frio. Isso deixou&amp;nbsp;os três heróis não apenas brigados, mas de relações cortadas. Como&amp;nbsp;confiar um no outro após isso? Em Infinite Crsis #1, os três vão para&amp;nbsp;a base da JLA na Lua tentar resolver suas diferenças, mas eles não se&amp;nbsp;entendem. E pior, Mongul dá um jeito de se inflitrar, e os três perdem&amp;nbsp;mais tempo discutindo entre si que lutando contra o vilão, que acaba&amp;nbsp;escapando no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem leu "for the man who has everything", é como se o universo&amp;nbsp;atual fosse o mundo bizarro do universo DC pré-crise. As duas&amp;nbsp;histórias tem os mesmos eventos chave, mas se desenrolam de maneiras&amp;nbsp;opostas. Pra quem gosta do universo pré-crise, essa história é&amp;nbsp;praticamente um insulto. E era exatamente o que os escritores queriam&amp;nbsp;fazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois no universo DC ainda há um personagem pré-crise. Vendo de longe o&amp;nbsp;que está acontecendo, Kal-L, Superman da Terra-2, se revolta e sai de&amp;nbsp;seu pocket universe pra tirar satisfações com esses heróis de merda&amp;nbsp;que estão no universo regular! Pra quem não lembra, no final da Crise&amp;nbsp;nas Infinitas Terras original, Kal-L da Terra 2 e Superboy da&amp;nbsp;Terra-Prime se exilaram num pocket universe, vendo que no universo&amp;nbsp;unificado pós-crise não havia espaço pra mais de um Superman. Mas, ao&amp;nbsp;ver que o Superman que ficou é um banana, nada mais natural que eles&amp;nbsp;se revoltem e tentem consertar o que pra eles foi um erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi uma puta sacada, e justifica completamente os dois últimos&amp;nbsp;anos de&amp;nbsp;&lt;span class="il" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #ffff88; background-image: initial; background-origin: initial; color: #222222;"&gt;gibis&lt;/span&gt;&amp;nbsp;da DC. Quem tentou continuar a Crise apenas emulando seu&amp;nbsp;escopo, como Zero Hour, falhou. A abordagem de continuar a Crise&amp;nbsp;contrapondo os valores dos heróis de então com os atuais é muito mais&amp;nbsp;inteligente. E, para melhorar o clima de continuação, a arte é muito&amp;nbsp;evocativa da Crise original. A capa é do próprio George Perez, e o&amp;nbsp;interior é feito pelo Phil Jimenez, que se bobear é o único desenhista&amp;nbsp;de quadrinhos que está à altura do Perez na quantidade de detalhe. O&amp;nbsp;desenho está tão bom, que dá até a impressão que foi feito numa folha&amp;nbsp;duas vezes maior e depois reduzido. E o traço do Jimenzes não é tão&amp;nbsp;estilizado quando o do Perez, o que permite uma colorização mais&amp;nbsp;realista, que ficou muito boa. Esse primeiro número foi excelente,&amp;nbsp;espero que os próximos continuem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Villains United #6, Day of Vengeance #6, Rann-Thanagar War #6&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[RUIM] Essas minis foram muito ruins, mas são prelúdios da Infinite&amp;nbsp;Crisis, coloquei no&amp;nbsp;&lt;span class="il" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #ffff88; background-image: initial; background-origin: initial; color: #222222;"&gt;pacotinho&lt;/span&gt;&amp;nbsp;caso alguém queira ver a gênese dos&amp;nbsp;eventos que acontecem em Infinite Crisis. A verdade é que essas minis&amp;nbsp;são descartáveis, e só as quatro páginas finais de cada uma é que tem&amp;nbsp;fatos relevantes. Em Villains United #6, Luthor mata o Pária, um dos&amp;nbsp;personagens da Crise original. Lembro ainda que a Harbinger/Precursora&amp;nbsp;morreu no ano passado, num dos números do Superman/Batman, isso deve&amp;nbsp;ter alguma relevância na trama, ainda mais considerando que o Alex&amp;nbsp;Luthor voltou junto com o Kal-L da terra-2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JLA #120&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] Atualmente, parece que a DC está marvelizando e a Marvel está&amp;nbsp;enDCzando. Do lado de lá, os Avengers largaram o elenco original pra&amp;nbsp;fazer um time só com os heróis mais conhecidos, como Homem-Aranha e&amp;nbsp;Wolverine, chupinhando o conceito da JLA. Do lado de cá, a DC investe&amp;nbsp;nos super-heróis chorões e briguentos, que eram a marca registrada de&amp;nbsp;séries como Quarteto Fantástico e X-Men. Essa edição é bem exemplo&lt;br /&gt;disso, são 24 páginas de heróis chorando e brigando, e escritos pelo&amp;nbsp;Bob Harras, editor dos X-Men nos anos 90 e especialista em drama&amp;nbsp;mexicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;House of M #7&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[RUIM] Ainda do lado de lá, House of M é a Marvel tentando fazer a&amp;nbsp;Crise. A Feiticeira Escarlate mudou toda a realidade, mas nesse número&amp;nbsp;ela se arrepende e volta atrás. Até agora está tudo muito ruim, a&amp;nbsp;próxima edição é a final, vamos ver se melhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;X-Men Unlimited #11&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] Nesse número, Marvel Girl e Havok, respectivamente filha e irmão&amp;nbsp;do Ciclops, vão para um barzinho reclamar que ele se juntou com a Emma&amp;nbsp;Frost tão logo a esposa morreu, sem nem dar tempo nem do defunto&lt;br /&gt;esfriar. Mas bah, parece que não conhecem a peça. O Ciclops é um cabra&amp;nbsp;safado e sem coração mesmo, eles não lembram que na década de 80 ele&amp;nbsp;largou a mulher e o filho sozinhos no Alasca pra ir se engraçar com a&lt;br /&gt;namoradinha de infância? De quem faz isso, espera-se qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ghost Rider #2&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[BOM] Daqui a pouco sai o filme do Motoqueiro Fantasma, e a Marvel,&amp;nbsp;nada boba, começa desde já a promover o personagem. Mas essa abordagem&amp;nbsp;aqui é genial, deviam ter pensado nisso antes. Motoqueiro Fantasma,&amp;nbsp;herói bad-ass, vindo do Inferno, tudo isso praticamente pedia Garth&amp;nbsp;Ennis no roteiro! Pra quem já tinha experiência com Constantine e&amp;nbsp;Preacher, Ghost Rider ele tira de letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fantastic Four #511&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[BOM] Meio antigo mas só agora eu li. O Coisa morreu e o Quarteto vai&amp;nbsp;pro Céu salvar a alma do amigo. Chegando no Céu, eles encontram Deus,&amp;nbsp;que é nada menos que Jack Kirby. Bom, muito bom, principalmente quando&amp;nbsp;o Reed encontra a essência do universo. Reed: "É díficil acreditar que&amp;nbsp;a realidade é desenhada apenas na ponta de um lápis", Kirby: "Você é&amp;nbsp;cientista, devia saber que as melhores teorias foram feitas apenas com&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;um lápis". O Homem-Animal fez melhor, mas esse aqui foi bom também.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;Friendly Neighboorhood Spider-Man #1&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[BOM] Lembra que eu disse que é dificil para um escritor escrever uma&amp;nbsp;historia que preste com o Homem-Aranha atual, considerando que ele é&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;casado com uma super-modelo e mora num apê de luxo doado pelo Tony&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Stark? Então, pra quem tem talento não é difícil não, e o Peter David&amp;nbsp;tem. Ele já tinha feito o mesmo no Hulk: quando o personagem não tá&amp;nbsp;bem, analise a cabeça dele e veja como ele deveria agir. Quando jovem,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;tudo dava errado pro Peter, ele era bullyzado, suas namoradas morriam,&amp;nbsp;sua tia passava mal. Hoje ele tem tudo que quer, mas traumas antigos&amp;nbsp;não saem facilmente, e por isso o Peter é um inseguro e paranóico, que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;acha que vai dar tudo errado mesmo quando não há motivo pra isso.&amp;nbsp;Homem-Aranha inseguro e paranóico foi uma boa sacada, curti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Exiles #71&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] Exiles é o típico gibi [OK], ele não é ruim, mas também não é&amp;nbsp;bom. Se tiver tempo, leia, não fica a sensação de tempo perdido. Mas&amp;nbsp;também não há muito a elogiar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18517262-5580640776579557000?l=pacotinhodegibis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/feeds/5580640776579557000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18517262&amp;postID=5580640776579557000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/5580640776579557000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/5580640776579557000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/2005/10/pacotinho-3.html' title='Pacotinho #3'/><author><name>Ricardo Bittencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17393980440854756685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18517262.post-8857153885979745856</id><published>2005-10-11T10:45:00.001-03:00</published><updated>2011-08-14T11:04:10.151-03:00</updated><title type='text'>Pacotinho #2</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;All-Star Batman &amp;amp; Robin the Boy Wonder #2&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] Sim, é Batman do Frank Miller, desenhado pelo Jim Lee. Não, não é&amp;nbsp;bom. Certamente é melhor que o Cavaleiro das Trevas 2, que é hediondo,&amp;nbsp;mas ainda está longe do Cavaleiro das Trevas original. A idéia dessa&amp;nbsp;série é recontar a origem do Robin, mais uma vez. Se você tentar&amp;nbsp;adotar uma abordagem minimamente realista, o Batman pegando um&amp;nbsp;molequinho para lutar à noite com criminosos é caso certo de abuso&amp;nbsp;infantil. E o Miller não tenta fugir disso, ele mostra o Batman&amp;nbsp;fazendo tortura psicólogica no moleque pra que aceite a missão, e&amp;nbsp;chega até a dar uns bofetes nele. Vale pela cena insólita, mas não&amp;nbsp;muito além disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Gravity #4&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[DUCA] Eu já disse antes que os japoneses é que são espertos, quando&amp;nbsp;uma coisa dá certo eles copiam o mesmo modelo e seguem adiante. A&amp;nbsp;história de Gravity é sobre um nerd tímido que ganha super-poderes,&amp;nbsp;mas eles só complicam sua vida ao invés de torná-la mais facil. Antes&amp;nbsp;que alguém diga que parece o Homem-Aranha, eu já adianto que essa é a&amp;nbsp;idéia mesmo. Assim como quem gostava de Changeman acaba gostando de&amp;nbsp;Flashman, quem gostava do Homem-Aranha do Stan Lee vai gostar desse&amp;nbsp;aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Kitty Pryde - Shadow &amp;amp; Flame #4&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] Neste capítulo, a Kitty mata um vilão, só pra poder roubar a sua&amp;nbsp;espada sagrada. Seria uma atitude muito fora da personagem se fosse&amp;nbsp;verdade, então já espero que no próximo eles revelem qual foi a&amp;nbsp;tramóia. Continuo recomendando a arte do Paul Smith, um traço limpo&amp;nbsp;depois de ler um gibi do Jim Lee faz uma diferença danada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;New X-Men #18&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[RUIM] Esse aqui não é o gibi do Morrison. Pegaram a série dos Novos&amp;nbsp;Mutantes e renomearam pra New X-Men porque, é claro, o que tem X-Men&amp;nbsp;no título vende mais. Um gibi dentro da cronologia do House of M, o&amp;nbsp;que o torna mais um What If pra efeitos de cronologia. Se fosse um&amp;nbsp;What If bom, tudo bem, mas é tão ruim que não consegui acabar de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Spider-Man House of M #4&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[BOM] Falando em What If bom, esse aqui é um exemplo. Na cronologia do&amp;nbsp;House of M, um plot device (que eu não vou contar pra não estragar&amp;nbsp;muito) fez com que todos os super-heróis tivessem seus sonhos&amp;nbsp;realizados. No mundo da Marvel, cheio de mutantes, isso fez com que os&amp;nbsp;mutantes agora fossem não apenas bem vistos, mas também os governantes&amp;nbsp;do mundo. O Peter Parker se deu bem, nesse mundo não apenas o tio Ben&amp;nbsp;está vivo, mas ele ainda casou com a Gwen e o JJ é seu empregado&amp;nbsp;particular, que ele faz questão de pisar e avacalhar a todo momento.&amp;nbsp;Mas essa sua felicidade é ilusória, ele só se deu bem nesse mundo de&amp;nbsp;mutantes porque está fingindo ser mutante também. Quando o JJ descobre&amp;nbsp;que ele é na verdade um humano picado por uma aranha radiativa, seu&amp;nbsp;mundo vem abaixo. Bem legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Superman Shazam - First Thunder #2&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] O primeiro encontro do Superman com o Capitão Marvel. É sabido&amp;nbsp;que o Capitão Marvel era originalmente só um clone do Superman (muito&amp;nbsp;embora tenha sido um clone que vendia muito, muito mais que o&amp;nbsp;Superman). Depois que a DC processou a Fawcett e levou o personagem&amp;nbsp;como pagamento da indenização, ele ficou meio encostado. Hoje em dia o&amp;nbsp;povo tende a diferenciar o Superman do Capitão Marvel dizendo que os&amp;nbsp;dois tem poderes diferentes, o primeiro tem poder que vem de meios&amp;nbsp;naturais, o segundo tem poder que vem da magia. A série está&amp;nbsp;explorando isso, chega a ter até uma seqüência onde os dois ficam&amp;nbsp;comparando os poderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ultimate Spider-Man #83&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[?] O Bendis resolveu escrever uma história de mistério, cheia de&amp;nbsp;personagens, onde o Homem-Aranha só descobre quem está do lado certo&amp;nbsp;no fim da trama. Por esse motivo, eu não estou lendo, quando completar&amp;nbsp;esse arco de histórias, leio tudo de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uncanny X-Men #465&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[RUIM] Quando o Claremont saiu dos X-Men, não devia ter voltado. Ele&amp;nbsp;teria sido lembrado como o maior escritor dos X-Men. Agora ele vai ser&amp;nbsp;lembrado como aquele velhinho que ficou gagá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18517262-8857153885979745856?l=pacotinhodegibis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/feeds/8857153885979745856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18517262&amp;postID=8857153885979745856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/8857153885979745856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/8857153885979745856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/2005/10/pacotinho-2.html' title='Pacotinho #2'/><author><name>Ricardo Bittencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17393980440854756685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18517262.post-7715505180591878972</id><published>2005-02-10T10:38:00.005-02:00</published><updated>2011-08-14T11:02:45.830-03:00</updated><title type='text'>Pacotinho #1</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;Top Ten: The Forty-Niners HC&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[DUCA] É o Alan Moore e o Gene Ha retornando à série, mas dessa vez a&amp;nbsp;arte é pintada ao invés de colorizada. Na série original, é citado que&amp;nbsp;Neopolis foi construída por super-vilões, e aqui eles explicam o&amp;nbsp;porquê. Na nossa realidade real, no fim da segunda guerra, os aliados&amp;nbsp;perdoaram e incorporaram todos os cientistas nazistas, como o Von&amp;nbsp;Braun. Na realidade da ABC aconteceu o mesmo, só que os cientistas&amp;nbsp;eram cientistas malucos, e seu primeiro contrato com o governo foi&amp;nbsp;projetar a cidade. O Alan Moore é bom mesmo. A história é contada do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;ponto de vista do Jetlad, que na série original era o capitão de&amp;nbsp;polícia, e vocês lembram que ele era gay. Nessa edição, ele ainda não&amp;nbsp;é da polícia e ainda não sabe que é gay, e vai dar um jeito nos dois&amp;nbsp;itens ao longo da história. Muito bom mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;Top Ten: Beyond The Farthest Precint #1&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[BOM] Essa é a segunda temporada do Top Ten, mas o Alan Moore não está&amp;nbsp;escrevendo, só está supervisionando. Não é tão bom quanto o original,&amp;nbsp;mas é bem legal também. Os desenhos são do Jerry Ordway, então dá um&amp;nbsp;contraste bem grande comparado com o Gene Ha, mas os cameos ainda&amp;nbsp;estão no background se você procurar. Algumas sacadas são boas, como&amp;nbsp;os robôs se drogando com software pirata, e depois viajando "pô&amp;nbsp;mano... o universo é open source...", pra logo em seguida aparecer um&amp;nbsp;robô mais revoltado e xingar o outro, mas ao invés do clássico kiss my&amp;nbsp;ass, é kiss my usb!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;New Warriors #4&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[BOM] A idéia dessa vez é que os New Warriors fizeram contrato com um&amp;nbsp;reality show, e suas heroizices são gravadas e passadas na tv. O&amp;nbsp;desenho é simpático, feito no estilo cartoon/animated. A intenção é&amp;nbsp;ser cômico mesmo, e pra isso os New Warriors tem um novo integrante:&amp;nbsp;Microbe, que tem o super-poder de conversar com bactérias. O autor&amp;nbsp;está ligado nas notícias, o super-vilão da edição tem uma fábrica de&amp;nbsp;carros movidos a gatinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Adventures of Superman #644&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[RUIM] Baixei de curiosidade, e é ruim de doer. Continuação direta da&amp;nbsp;Identity Crisis. Pra quem não entendeu o mote da série, eu explico.&amp;nbsp;Identity Crisis não foi feita com intenção de deixar os heróis mais&amp;nbsp;realistas ou coisa assim. Não, ela foi feita de olho no cinema. A&amp;nbsp;maior arrecadação das editoras atualmente *não* é vender gibi, mas sim&amp;nbsp;licenciar personagens pra filme. Só que pra cada personagem que é&amp;nbsp;efetivamente licenciado, tem outros trinta que são ruins demais pra&amp;nbsp;isso. O mote da Identity Crisis é tentar consertar os vilões bobos dos&amp;nbsp;anos 50, dizendo que eles não eram bobos de fato, é que a Zatanna&amp;nbsp;fazia lobotomia nos que descobriam a identidade secreta deles. Na&amp;nbsp;série original, os vilões eram o Bumerangue, o Dr. Luz e o&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Calculadora, todos de terceira linha. Nessa edição do Superman, o&amp;nbsp;vilão é o Toyman. O problema é que uma idéia ruim não se salva&amp;nbsp;simplesmente tornando as histórias sombrias, o Toyman é ruim porque é&amp;nbsp;uma idéia besta mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;Defenders #2&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] Na década de 80, a Liga da Justiça era escrita pelo Giffen e peloDeMatteis como um gibi de humor com super-heróis. Pra isso, escolheram&amp;nbsp;explicitamente heróis de segunda, como o Besouro Azul e o Gladiador&amp;nbsp;Dourado. Agora os dois foram pra Marvel fazer a mesma coisa, e&amp;nbsp;escolheram os Defensores pra isso. Convenhamos, os Defensores é dos&amp;nbsp;piores grupos da Marvel (Dr. Estranho, Namor, Hulk e Surfista&amp;nbsp;Prateado). Eles não funcionam em conjunto. E se não funcionam a sério,&amp;nbsp;deveriam funcionar como piada. Hum. A idéia foi boa, mas a execução&amp;nbsp;não me agradou, pelo menos nesse número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Defenders #3&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[BOM] Já no número 3 melhora, com uma sacada boa que vale o gibi. O&amp;nbsp;Hulk é preso pela irmã do Dormammu, que por acaso é ninfomaníaca.&amp;nbsp;Vendo que o Hulk é bem dotado, ela faz o serviço com ele. Só a guria é&amp;nbsp;tão poderosa que dá uma canseira no Hulk(!), e ele fica tão relaxado&amp;nbsp;que volta a ser Banner, e não há provocação que faça ele voltar a ser&amp;nbsp;Hulk depois. Curti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Exiles #70&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] Exiles é competente, mas nunca me atraiu de fato. Nesse número,&amp;nbsp;eles entram no House of M pra tentar devolver o Beak pra sua família,&amp;nbsp;mas no House of M a Angel agora é uma supermodelo mutante. A impressão&amp;nbsp;que deu é que tudo isso é uma desculpa pra matar a Angel e deixar o&amp;nbsp;Beak no time. so-so.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JSA Classified #3&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] Dizem que dessa vez vão consertar a Power Girl. Veremos. O&amp;nbsp;problema todo é que a Power Girl perdeu a função depois da Crise.&amp;nbsp;Antes, ela era um personagem bem definido: a Kara da Terra-2, ou seja,&amp;nbsp;o equivalente da Supergirl no mundo da JSA. Depois da Crise, ninguém&amp;nbsp;conseguiu bolar uma nova origem pra ela, aliás cada escritor novo que&amp;nbsp;vinha apagava a origem anterior pra fazer uma nova, o resultado foi&amp;nbsp;uma salada que detonou a personagem. Dessa vez *parece* que vai. O&amp;nbsp;próximo número é que encerra a história, mas se eu consegui deduzir o&amp;nbsp;final, vão explicar a Power Girl como sendo... uma personagem que&amp;nbsp;sobreviveu à Crise. Faz sentido, e ainda liga com a vindoura Infinite&amp;nbsp;Crisis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JLA Classified #12&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[RUIM] Um texto original de Marte veio parar na Terra, e esse texto&amp;nbsp;contém um vírus memético, quem consegue decifrar o que está escrito&amp;nbsp;abre um portal pro Inferno. É do Warren Ellis, mas eu não curto o&amp;nbsp;Warren Ellis. O Morrison usou a mesma idéia nos Invisíveis de maneira&amp;nbsp;muito melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;New Avengers #11&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[RUIM] New Avengers é consistentemente ruim, não teve um número que&amp;nbsp;prestasse. Nesse aqui, um escritor americano escreve uma história&amp;nbsp;sobre o Japão, e na grande maioria das vezes isso dá merda. Bem, deu.&amp;nbsp;Mas a história é irrelevante, e o gibi vai vender só baseado no&amp;nbsp;mistério sobre quem é o "Ronin" na realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ultimate Iron Man #4&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] Estou gostando da série, mas nada especial até agora. O escritor&amp;nbsp;é o Orson Scott Card do Ender's Game. Vale pela novidade de ser uma&amp;nbsp;abordagem realmente nova do Iron Man, mas só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Kitty Pryde - Shadow and Flame #3&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] Dessa vez, um escritor japonês está escrevendo sobre o Japão.&amp;nbsp;Kitty volta pro Japão pra encontrar o mentor Ogun. É sensivelemente&amp;nbsp;melhor mesmo. O desenho é do Paul Smith, o mesmo cara que desenhava os&lt;br /&gt;X-Men na época da história original do Ogun, então vale pelos&amp;nbsp;desenhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Omac Project #6&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[BOM] Sabe que eu curti Omac Project? Eles estão fazendo muita bobagem&amp;nbsp;nessa DC pós-Identity Crisis, mas pelo menos uma coisa de boa&amp;nbsp;aconteceu: a DC está imprevísivel. Essa série realmente me&amp;nbsp;surpreendeu, você não esperaria que eles construíssem um vilão durante&amp;nbsp;um ano inteiro (o Maxwell Lord versão Identity Crisis), pra matar o&amp;nbsp;sujeito no número 3 da série. Ao chegar no 6, a batalha final tem&amp;nbsp;relevância, porque você realmente não sabe se os heróis lá vão morrer&amp;nbsp;ou não. No final os heróis ganham, mas eu não estava certo disso antes&amp;nbsp;de ler o final. Isso foi bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Sentry #1&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[RUIM] Eca. Super-herói muito poderoso que tem ímpetos de salvar o&amp;nbsp;mundo a todo momento, mas fica com remorso por não poder salvar todo&amp;nbsp;mundo. Nada de novo. A mesma história foi contada pelo Busiek no Astro&amp;nbsp;City #1 e ficou muito melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Wha Huh&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[RUIM] Era pra ser uma paródia no estilo What If, mas não teve graça.&amp;nbsp;Supostamente, uma das grandes gags é "o que aconteceria se todos os&amp;nbsp;vingadores tivessem barba?" Aí tem uma cena do Iron Man e da Scarlet&amp;nbsp;Witch com barba. Duh. Humor pra retards. Salva só "o que aconteceria&amp;nbsp;se a internet existisse na década de 60", com o leitor reclamando que&amp;nbsp;o Demolidor mudou de traje, que essa roupa vermelha é ruim, e devia&amp;nbsp;continuar com o uniforme amarelo que é como todos gostam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Wolverine #32&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[DUCA] Gostei dessa. Faz parte da cronologia o Wolverine estar na&amp;nbsp;Europa durante a segunda guerra, o Millar só estendeu isso dizendo que&amp;nbsp;em algum ponto, o Wolverine esteve preso num campo de concentração. O&amp;nbsp;comandante de campo, querendo fazer uma demonstração de poder para os&amp;nbsp;detentos, dá um tiro na cabeça de um prisioneiro, mas o prisioneiro&amp;nbsp;não morre. Botam o cara no crematório, e ele não morre. Chamam um&amp;nbsp;pelotão de fuzilamento, e nada do cara morrer. Boa, boa, foi feita no&amp;nbsp;estilo Tales of the Crypt e contada como uma história de terror, ficou&amp;nbsp;bem legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Young Avengers #7&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[OK] Compentente. É a versão da Marvel para os Teen Titans, tem o&amp;nbsp;capitãozinho américa, o hulkzinho e o thorzinho. Parecia estúpido à&amp;nbsp;primeira vista, mas não ficou ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Y The Last Man #36&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[DUCA] Uma das poucas séries regulares que é consistentemente boa.&amp;nbsp;Como &amp;nbsp;o Yorrick finalmente chega na Austrália na edição seguinte,&amp;nbsp;pausa pra um flaskback dos tempos dele com a namorada. Ele tinha&lt;br /&gt;fetiche com a Zatanna. Eu entendo ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Y The Last Man #37&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[DUCA] O Yorrick finalmente chega à Austrália, e o escritor, mostrando&amp;nbsp;que não tem medo de mudar o status quo da revista, faz uma jornalista&amp;nbsp;conseguir prova de que ainda existe um homem no planeta, e pretende&lt;br /&gt;publicar pra todos verem. Deu coceira pra ler o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Captain America #10&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;[RUIM] A Marvel tem uma política muito firme sobre mortes: "Todo mundo&amp;nbsp;que morre, volta (exceto Bucky e o Tio Ben)". Pois essa saga do&amp;nbsp;Capitão América trazia justamente o Bucky de volta. E pior, tava bom o&lt;br /&gt;gibi, mas aí eles resolvem fazer um crossover com House of M no meio&amp;nbsp;da trama e estragam todo o clima da narrativa. Espero que volte ao&amp;nbsp;normal no próximo número.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18517262-7715505180591878972?l=pacotinhodegibis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/feeds/7715505180591878972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18517262&amp;postID=7715505180591878972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/7715505180591878972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18517262/posts/default/7715505180591878972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pacotinhodegibis.blogspot.com/2005/02/top-ten-forty-niners-hc-duca-e-o-alan.html' title='Pacotinho #1'/><author><name>Ricardo Bittencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17393980440854756685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
